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Já na década de
1950 sabia-se o valor do emprego da mulher nas atividades assistenciais
como fator de grande importância na prevenção
do ato criminal.
Ao longo do tempo a Polícia Militar do Rio Grande
do Norte tem procurado acompanhar a evolução
da sociedade, no anseio de corresponder às expectativas
e aspirações da comunidade que integra e pela
qual tem dado verdadeiras demonstrações de lealdade.
A participação da mulher nos Quadros da Organização
da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte,
foi viabilizada pela Lei n.º 5.501, de 05 de agosto de
1986, que criou a Companhia de Polícia Feminina. Em
seguida, o Comando da Polícia Militar decidiu pela
imediata formação de Oficiais Femininos, agindo
de forma diferente de algumas polícias, que se preocupam
inicialmente em formar os soldados e cabos femininos.
Assim em março de 1987, após seleção
intelectual, médica, psicológica e física
entre aproximadamente 100 (cem) candidatas para preenchimento
de 02 (duas) vagas, obedecendo às normas baixadas no
Edital, foram aprovadas as candidatas Angélica Fernandes
de Oliveira e Maria Tereza Melo dos Santos, que seriam as
primeiras mulheres a integrar o novo quadro da Instituição,
figurando, assim, para sempre no calendário histórico
da Sesquicentenária Corporação.
As candidatas seguiram posteriormente, para a Academia de
Polícia Militar do Paudalho, em Pernambuco, onde freqüentaram,
junto com cadetes do sexo masculino, todo o curso de formação
acadêmica.
Em 11 de setembro de 1990, dando prosseguimento às
atividades para formação de pessoal feminino,
foi iniciado o 1º Curso de Formação de
Soldados Femininos - CFSd 90.1, que contou com a participação
efetiva das oficiais recém-formadas, na formação
de 57 (cinqüenta e sete) recrutas, realizado no Centro
de Formação e Aperfeiçoamento de Praças
(CFAP), em Natal/RN.
Após a conclusão do CFSd 90.1, em 21 de dezembro
de 1990, foi publicado no BG 006, de 09 de janeiro de 1991,
a Portaria nº 001/91-PM/1-EMG, datada de 07 de janeiro
do mesmo ano. |